A pergunta mais comum dos educadores, assim que passam a conhecer a dinâmica do RPG, é "Como aplicar um jogo de interpretação numa sala-de-aula com 40 alunos?" Embora tenhamos certeza de que a proeza é factível, a resposta a essa pergunta não é fácil, e por um motivo muito simples: não acumulamos experiência suficiente para ter a resposta na ponta da língua, já que ainda são pouquíssimas as pessoas que procuraram aplicar o RPG em sala-de-aula.
O que podemos fazer aqui é apontar alguns caminhos.
- Professor-Narrador Você é o Narrador, o único Mestre do Jogo e tem uma sala cheia de Jogadores. O que fazer?
1) Estabeleça que cada fileira de alunos interpreta um único Personagem e, ao longo da narrativa, encoraje alunos diferentes a opinarem, falarem ou agirem como esse Personagem.
2) Prepare uma Aventura em que as ações de grupos de Personagens sejam mais relevantes do que as dos Personagens individuais. Ao invés de 40 personagens, você terá apenas de oito a quatro grupos para controlar.
Trazer Narradores experientes para a escola
Esta é uma opção interessante que, além de descomplicar o trabalho do professor, promove a cidadania ao envolver jovens de várias idades (os Narradores) com o processo de ensino-aprendizagem. Os Narradores podem ser orientados pelo professor durante as Sessões de Jogo, ou até mesmo narrar Aventuras criadas pelo próprio professor.
- Alunos-Narradores
A integração do RPG na escola pressupõe, entre outras coisas, uma mudança de hábito. Como educadores, estamos acostumados a nos apresentarmos como os detentores exclusivos do conhecimento. O RPG, como ferramenta em sala-de-aula, não combina com alunos passivos e apáticos, nem com o professor autoritário. Formar Narradores em sua própria sala-de-aula é uma maneira de envolver os alunos no processo de ensino-aprendizagem.
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